Um relatório recente feito através do Domo e CEO.com mostrou que, enquanto estão pressionando as suas empresas para estabelecer novas vias de marketing, incluindo mídias sociais, a maioria dos melhores CEOs tem se distanciado da participação nas redes sociais. Essencialmente ignorando o clamor dos seguidores e fãs da empresa pelo acesso direto à informação, um grande número de CEOs representantes de grandes marcas são firmes na recusa de um engajamento direto com os seus clientes. Do que eles têm medo?

94,4% dos CEOs não possuem uma conta no Twitter

As estatísticas são alarmantes e condenatórios ao mesmo tempo. Um número quase inacreditável de 68% de todos os CEOs top de linha não têm presença em qualquer uma das principais redes sociais, o que inclui Facebook, Twitter, Google+ e até mesmo C-Suite e LinkedIn. Enquanto dois a cada três CEOs se abstêm das mídias sociais, os números ficam ainda mais alarmantes quando se considera apenas os representados que possuem uma conta no Twitter na lista de coorporações da Fortune 500. De 500, apenas 28 têm presença no microblog mais popular das mídias sociais, contra uma maioria de 472 CEOs sem Twitter. Ou seja, apenas 5,6% está na rede social, o que é um número inacreditável.

Um terço dos CEOs com contas no Twitter são inativos

Na verdade, é um pouco pior que isso. Entre os 5,6% dos CEOs que são usuários do Twitter, apenas dois terços utilizam a conta o suficiente para ser considerado um utilizador regular. Um terço deles tem contas que são inativas ou praticamente inativas, enquanto alguns são perfis falsos. Por exemplo, Warren Buffett recentemente twittou “Warren está na casa” como seu primeiro tweet, o que foi duplamente interessante, pois veio de uma conta que nunca tinha visto um tweet anteriormente, bem como o fato de que a conta foi considerada premeditadamente falsa! A outra conta que era creditada como a conta real de Buffet (embora inativa) que, na verdade, era uma farsa.

Um número desordenado de seguidores falsos

Quando CEOs realmente começam a twittar, os resultados não são nada espetaculares. Apenas três horas após o primeiro tweet de Buffet, ele acumulou mais de 130 mil seguidores. Alguns dos outros CEOs que também têm demonstrado que o poder no C-Suite é indiscutível quando se trata de agregar seguidores do Twitter incluem Rupert Murdoch, Ralph Lauren, Marissa Mayer e Larry Ellison. Outro fenômeno bastante estranho é que um número significativo de seguidores dos raros CEOs que twittam é formado por muitos perfis falsos. O número notável de 30% dos seguidores do Mark Zuckerberg existe apenas digitalmente (e possivelmente na imaginação de alguns). A conta de Warren Buffet possui 22% de perfis fakes, enquanto Rupert Murdoch e Marissa Mayer não ficam muito atrás, com 20% e 18% de seguidores falsos respectivamente.

Google+ é amplamente ignorado por CEOs

Twitter não é a única rede social a ter um percentual praticamente infinitesimal dos melhores CEOs com presenças nas suas páginas. O Google+ tem feito um mísero trabalho para atrair os CEOs da Fortune 500, possuindo apenas cinco! Isso é apenas um por cento de presença no Google+ em comparação a 99% que estão se distanciando do Google+ imediatamente. Um relatório de Informação de Consumo do CEO informou que menos de 15% de todos os CEOs acharam o Google+ valioso de alguma maneira no seu trabalho. Essa estatística é muito surpreendente, dado que o Google+ é a casa do Google Hangouts que tem sido amplamente reconhecido como uma ferramenta de produtividade e ajuda considerável em todos os lugares.
É difícil determinar as razões precisas para esse grande afastamento de CEOs das mídias sociais. Pode ser a falta de tempo, falta de vontade em se expor, ou medo de imediato. Qualquer que seja a razão, certamente mostra um buraco enorme na universalidade das mídias sociais.